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Dachau – Alemanha

No meu último dia em Munique decidi ir ao campo de concentração de Dachau que foi transformado em memorial por reivindicação dos sobreviventes, tem um museu lá contando como funcionava o campo que foi considerado o campo modelo na época. Então acordei cedo e fui pra estação de trem, a viagem foi rapidinha, menos de 30 minutos e a entrada no local é grátis, paguei apenas pelo audioguia em português, acho que foi 5 euros.

Foi uma visita realmente muito triste, mas fiz muita questão de ir por ter visto muito sobre o assunto nas outras cidades da Alemanha e ir a um campo seria mais uma maneira de viver a história toda que aprendi nos museus.

O campo foi construído em 1933 e fechado em 1945 e recebia não apenas judeus, mas também aqueles que eram considerados inimigos do regime nazista que Hitler instalou na época. Os judeus e poloneses recebiam o mais desumano tratamento, enquanto pessoas de maior relevância social na visão dos Nazistas ficavam em uma cela separada dos demais e não eram forçados a trabalhar.

Chegando na estação peguei um ônibus para o campo, fica bem pertinho, e na chegada do campo tem esse parque.
Chegando na estação peguei um ônibus para o campo, fica bem pertinho, e na chegada do campo tem esse parque.
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Essa é a entrada do campo. Antes tem um ponto de informações, peguei o áudio guia e fui ouvindo tudo sobre como os judeus e demais presos chegavam, como era a distribuição de tarefas entre os oficiais, sobre a vila dos oficiais em torno do campo…
Essa inscrição no portão de entrada significa "O trabalho liberta".
Essa inscrição no portão de entrada significa “O trabalho liberta”. No caso estamos falando de trabalho escravo, apenas lembrando.
Pátio entre os alojamentos dos presos e da ala do escritório dos oficiais.
Pátio entre os alojamentos dos presos (essa construção grande à direita) e da ala do escritório dos oficiais à esquerda.
Uma visão geral do prédio dos oficiais para o pátio.
Uma visão geral do prédio dos oficiais para o pátio.
A vista oposta é essa. Essa escultura é parte de uma obra para relembrar o incidente. São corpos humanos presos em arame farpado, relembrando a maneira como alguns se suicidavam no campo, se jogando contra as barreiras de arame farpado.
A vista oposta é essa. Essa escultura é parte de uma obra para relembrar o incidente. São corpos humanos presos em arame farpado, relembrando a maneira como alguns se suicidavam no campo, se jogando contra as barreiras de arame farpado.
Essa escultura representa a forma como os presos eram identificados: com triangulos coloridos representando o humor (rebeldes, dóceis...)
Essa escultura representa a forma como os presos eram identificados: com triangulos coloridos representando o humor (rebeldes, dóceis…)
Nunca mais de novo
Nunca mais de novo
Que o exemplo daqueles que foram exterminados aqui entre 1933 e 1945 por causa de sua luta contra o nazismo possa unir os vivos em sua defesa pela paz e da liberdade e em reverência da dignidade humana
Que o exemplo daqueles que foram exterminados aqui entre 1933 e 1945 por causa de sua luta contra o nazismo possa unir os vivos em sua defesa pela paz e da liberdade e em reverência da dignidade humana
Essas bases no chão representam o local onde havia antes os pavilhões de alojamentos. Quando os Estados Unidos libertaram os presos, destruíram esses pavilhões, porém um deles foi reconstruído para mostrar como funcionava o campo.
Essas bases no chão representam o local onde havia antes os pavilhões de alojamentos. Quando os Estados Unidos libertaram os presos, destruíram esses pavilhões, porém um deles foi reconstruído para mostrar como funcionava o campo.
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Cama nos dormitórios. No início do funcionamento do campo havia uma cama para cada, com colchão feito de palha e lençóis, porém depois de alguns anos com a superlotação alguns não tinham onde dormir.
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Instalações sanitárias
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Essa era a pia / lavatório
A direita era o prédio dos oficiais e à esquerda a prisão especial. Nesse corredor haviam paredes separando alas e onde ocorriam as sessões de fuzilamento.
A direita era o prédio dos oficiais e à esquerda a prisão especial. Nesse corredor haviam paredes separando alas e onde ocorriam as sessões de fuzilamento.
Foi mantida uma das paredes de fuzilamento
Foi mantida uma das paredes de fuzilamento
Interior do pavilhão das celas
Interior do pavilhão das celas. Aqui ficaram presos políticos alemães de oposição ao nazismo e religiosos de grande importância.
Um dos métodos de tortura aplicados era manter esses presos especiais em cubículos onde não havia espaço para sentarem ou deitarem.
Um dos métodos de tortura aplicados era manter esses presos especiais em cubículos onde não havia espaço para sentarem ou deitarem. As divisórias foram demolidas, mas o desenho no canto mostra como eram.
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Porta das celas comuns
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Essa figura iliustra como era feita a segurança para evitar a fuga dos presos: Havia uma faixa de grama de 8 metros antes de um fosso de concreto, o alambrado e do outro lado um canal. De qualquer forma os presos que ultrapassavam a linha invisível dos 8m eram executados pelos guardas que ficavam no alto das torres de observação.
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Há relatos que as vezes por diversão os guardas obrigavam os presos a pisar na grama para serem executados.
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Foram construídos no local 4 memoriais religiosos: Um evangélico, um católico, um ortodoxo e outro judeu. Este da foto é o evangélico. Todos são cheios de significados e mensagens visuais.

 

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Memorial Judaico